A FESTA DE NOSSO SENHOR DO BONFIM
O culto ao Senhor do Bonfim teve origem em 1669, em Setúbal, Portugal. Ainda neste ano o culto chegou ao Brasil, junto com uma cruz de Jesus crucificado. Uma imagem igual à que existe em Portugal chegou à Bahia em 1745 e, em 1754, foi construída a atual Igreja (Basílica) de Nosso Senhor do Bonfim.
Esta festa é considerada a mais importante das comemorações de largo de Salvador. Com data móvel, os festejos religiosos (a parte sacra da festa) consiste num novenário que se encerra no segundo domingo após o Dia de Reis.
A festa realiza-se no Largo do Bonfim, bem em frente à igreja, no alto da Colina Sagrada, na última quinta-feira antes do final do novenário e é marcada pela lavagem da escadaria e do adro da igreja por baianas vestidas a caráter, trazendo na cabeça água de cheiro (muito disputada entre os fiéis) para lavar o chão da igreja e flores para enfeitar o altar.
Nos cultos afro-católicos, o Senhor do Bonfim é sincretizado com Oxalá, segundo Verger, "sem outra razão aparente senão a de ter ele, nesta cidade, um enorme prestígio e inspirar fervorosa devoção aos habitantes de todas as categorias sociais" (1997: 259). Ocorre também uma aproximação entre a festa católica e a dos cultos afro-brasileiros, as "Águas de Oxalá".
A festa da lavagem é atribuída à promessa de um devoto. Acredita-se que o ritual da lavagem teve origem nos tempos em que os escravos eram obrigados a levar água para lavar as escadarias da Basílica para a festa dos brancos, desde esta época um agradecimento do povo às graças concedidas pelo Senhor do Bonfim. Considera-se o ano de 1804 como o da primeira lavagem oficial.
O cortejo parte ainda pela manhã da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia e vai até o Bonfim, arrastando multidões num percurso de aproximadamente 14 quilômetros. Uma presença certa nesta caminhada é a de autoridades civis e militares, artistas e personalidades da cidade de Salvador, da Bahia e do Brasil.
Até a década de 50 as baianas tinham acesso ao interior da Igreja, onde o chão era lavado "com energia e entusiasmo" (Verger, 1990: 11), até que as autoridades eclesiásticas limitaram a lavagem apenas ao adro da Igreja.
Paralelo aos festejos religiosos, há ainda a festa "profana", marcada pela presença de barracas de comidas típicas e bebidas, desde o alto da Colina Sagrada. A partir de 1998 a parte carnavalesca da festa sofreu uma intervenção imposta pela Prefeitura Municipal e pela Arquidiocese de Salvador que, numa tentativa de defender as tradições históricas da festa, promoveram um afastamento dos trios elétricos e caminhões de blocos alternativos que acompanhavam o cortejo desde a Avenida Contorno, muitas vezes sequer chegando à metade do percurso e de uma certa forma desviando e desvirtuando o caráter religioso do dia, promovendo um mini-carnaval com direito a todos os excessos que lhe são peculiares. Mesmo com as restrições determinadas pela organização da festa, neste ano de 2000 a EMTURSA (Empresa Municipal de Turismo) estimou a presença de 300 mil pessoas nas ruas, acompanhando os festejos.
Como alternativa para os foliões de ocasião e para as agremiações, entidades e empresas envolvidas na promoção da parte profana da festa (que virou evento turístico, com altos investimentos e atraindo mais turistas do que a própria festa religiosa), ficou estabelecido que nos sábados seguintes à Lavagem do Bonfim aconteceria no bairro da Barra o Farol Folia, grito de carnaval dedicado aos blocos que ficariam afastados da festa de quinta-feira. O percurso é o mesmo conhecido no carnaval como Circuito Dodô e sai do Farol da Barra em direção ao bairro de Ondina, perfazendo um total de 4 quilômetros.
No dia 12 de janeiro de 2000 foi inaugurada a nova iluminação da fachada da igreja. O projeto de iluminação evidenciou as pilastras e a torre dos sinos, ressaltando os elementos arquitetônicos e criando volumes.
Questões de método
Neste pequeno ensaio não tenho como objetivo estabelecer uma análise de conteúdos à luz da antropologia social - esta será a matéria da minha própria dissertação - mas simplesmente indicar heuristicamente como estabeleci critérios que possibilitassem uma correspondência biunívoca entre os registros de Pierre Verger e sua provável percepção nos dias de hoje.
Acredito que uma análise comparativa de conteúdos só será possível se os parâmetros de comparação forem compatíveis, ou seja, se houver uma correspondência lógica entre os dois contextos estudados.
Para tanto, a primeira ação neste sentido foi coletar uma amostragem das fotografias originais que fossem passíveis de uma análise comparativa, ou seja, que contivessem elementos visuais suscetíveis a uma aproximação nos dias de hoje.
Esta amostragem foi coletada do livro Retratos da Bahia (Editora Corrupio, Salvador, 1990), que também é a referência da minha dissertação. Consistiu de 5 (cinco) fotografias que expressavam a visão do etnólogo francês a respeito da Festa. Sobre estas imagens tentei detectar que detalhes poderiam ser retratados por mim e servir de um tópico de discussão e análise.
A partir do exame das imagens de Verger e de toda a projeção que a Lavagem do Bonfim ganha ano após ano, decidi observar a participação popular , sua presença no local da Festa e como o poder público, os órgãos de segurança e as empresas de comunicação de massa se relacionam neste sistema.
Tendo estabelecido estes parâmetros, parti para o local da festa, no dia 13 de janeiro de 2000.
FONTE: http://www.naya.org.ar/congreso2000/ponencias/Luis_Americo.htm
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
20 de janeiro - Dedicado a Oxóssi

Compilação dos textos mais interessantes que encontrei deste orixá:
O PERFIL DO ORIXÁ
Numa visão antropológica, os Orixás são vibrações de energia, cada uma numa faixa própria, com as quais os seres humanos se identificam, o que justifica a existência de filhos de diferentes Orixás. Assim os filhos de Oxóssi, são aqueles cujo metabolismo básico e características de personalidade herdadas geneticamente mais se identificam com uma matriz, o próprio Oxóssi, que se manifesta em ambientes como florestas cerradas, parques onde animais são preservados, espaços enfim, de contato entre o homem e os animais.
Numa visão teológica, os Orixás são divindades a serem respeitadas e cultuadas por seus filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de uma religião, a Umbanda e o Candomblé. Cada divindade possui lendas que justificam seu destino e principalmente o arquétipo de comportamento à ela associado.
A Umbanda cultuada no Brasil é uma síntese de diversas manifestações diferentes da África, unindo preceitos e práticas que no continente negro se manifestam em povos isolados.
Há porém, uma corrente predominante, a dos iorubas ou nagôs. Sua visão do mundo material e sobrenatural foi a que mais se espalhou, tanto no centro-sul da África, como no Brasil, e os Orixás mais populares são dela originados. Os rituais Jeje, do Daomé (atual República do Benin), também encontraram espaço, principalmente porque tiveram de lutar contra mitos antagônicos dos iorubas; na verdade, o Daomé foi, há muitos séculos, dominado politicamente por um povo de civilização mais recente, os iorubas. Assim como Roma se comportou em relação aos mitos gregos, assimilando-os gradativamente e adaptando-os as suas próprias necessidades, os iorubas assimilaram usos, costumes e Orixás daomeanos, como Nanã, Iroco, Omolu e outros. Uma diferença, porém, sempre existiu para quem se propusesse a analisá-los.
Os mitos iorubas manifestavam grande vitalidade, envolvendo personalidades extrovertidas como Exu. Já os Orixás daomeanos são mais frios, vindos de uma cultura mais hierarquizada, onde os deuses são vistos de maneira um pouco ameaçadora e coercitiva; não costumam ter o senso de humor dos iorubas, sua flexibilidade, onde contendas difíceis às vezes são resolvidas por palavras hábeis. O mundo dos daomeanos é mais soturno, discreto, perigoso.
Nesse sentido, dois Orixás iorubas fogem da tradição básica: o mago Ossâim, o solitário senhor das folhas, e Oxóssi, o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das lendas e possuem em comum o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam; a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas.
A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo.
Oxóssi é o Orixá masculino ioruba responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador. É tradicionalmente associado à lua e, por conseguinte, à noite, melhor momento para a caça. Oxóssi e Ossâim têm na floresta o próprio fim, nela se escondem. O primeiro para capturar os animais, o segundo para poder estudar sozinho e recolher as folhas sagradas.
Oxóssi e Ossâim representam as formas mais arcaicas de sobrevivência, a apologia da caça em detrimento da agricultura, a apologia da magia e do ocultismo em detrimento da ciência.
Ao mesmo tempo, Oxóssi está mitologicamente muito próximo de Ogum, como conciliando o novo e o velho, as novas atividades com as tradicionais. Na Umbanda, recebe o título de Rei das Matas, sendo à ele consagrada a cor verde. Já no Candomblé, a cor verde é consagrada a Ossâim por sua proximidade com as folhas, ficando o azul para Oxóssi, um azul pouco mais vivo e claro que o de Ogum, numa transição cromática.
Outro dado que identifica e aproxima Oxóssi de Ogum, é o fato de ambos representarem atividades e possuírem temperamentos próprios de uma mesma faixa etária, a juventude (mas não a adolescência, pois são mitos adultos, viris), onde a energia se expressa fisicamente.
Assim como o irmão ligado à guerra, Oxóssi é um Orixá que vive ao ar livre e está sempre longe de um lar organizado e estável. Seu combate cotidiano, entretanto, está nas matas, caçando os animais que vão garantir a alimentação da tribo, sendo por isso consagrado como protetor dos caçadores e eterno provedor da subsistência do gênero humano. Protege tanto o que mata o animal como o próprio animal, já que é um fim nobre a morte de um ser para servir de alimento para outro. Protege os antagonistas, o caçador, e a caça, pois são seres do mesmo espaço, a floresta. Por isso Oxóssi nunca aprova a matança pura e simples, para ele a morte dos animais deve garantir a comida para os humanos ou os rituais para os deuses, sendo símbolo de resistência à caça predatória. O conceito de liberdade e independência para Oxóssi é muito claro. Sua responsabilidade principal com relação ao mundo é garantir a vida dos animais para que possam ser caçados. Em alguns cultos de Umbanda, também se atribui à ele o poder sobre as colheitas, já que agricultura foi introduzida historicamente depois da caça como meio de subsistência.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxóssi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxóssi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos. Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxóssi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio. Seu objeto básico é o arco e a flecha, o ofá e o damatá.
Oxóssi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.
Numa visão teológica, os Orixás são divindades a serem respeitadas e cultuadas por seus filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de uma religião, a Umbanda e o Candomblé. Cada divindade possui lendas que justificam seu destino e principalmente o arquétipo de comportamento à ela associado.
A Umbanda cultuada no Brasil é uma síntese de diversas manifestações diferentes da África, unindo preceitos e práticas que no continente negro se manifestam em povos isolados.
Há porém, uma corrente predominante, a dos iorubas ou nagôs. Sua visão do mundo material e sobrenatural foi a que mais se espalhou, tanto no centro-sul da África, como no Brasil, e os Orixás mais populares são dela originados. Os rituais Jeje, do Daomé (atual República do Benin), também encontraram espaço, principalmente porque tiveram de lutar contra mitos antagônicos dos iorubas; na verdade, o Daomé foi, há muitos séculos, dominado politicamente por um povo de civilização mais recente, os iorubas. Assim como Roma se comportou em relação aos mitos gregos, assimilando-os gradativamente e adaptando-os as suas próprias necessidades, os iorubas assimilaram usos, costumes e Orixás daomeanos, como Nanã, Iroco, Omolu e outros. Uma diferença, porém, sempre existiu para quem se propusesse a analisá-los.
Os mitos iorubas manifestavam grande vitalidade, envolvendo personalidades extrovertidas como Exu. Já os Orixás daomeanos são mais frios, vindos de uma cultura mais hierarquizada, onde os deuses são vistos de maneira um pouco ameaçadora e coercitiva; não costumam ter o senso de humor dos iorubas, sua flexibilidade, onde contendas difíceis às vezes são resolvidas por palavras hábeis. O mundo dos daomeanos é mais soturno, discreto, perigoso.
Nesse sentido, dois Orixás iorubas fogem da tradição básica: o mago Ossâim, o solitário senhor das folhas, e Oxóssi, o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das lendas e possuem em comum o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam; a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas.
A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo.
Oxóssi é o Orixá masculino ioruba responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador. É tradicionalmente associado à lua e, por conseguinte, à noite, melhor momento para a caça. Oxóssi e Ossâim têm na floresta o próprio fim, nela se escondem. O primeiro para capturar os animais, o segundo para poder estudar sozinho e recolher as folhas sagradas.
Oxóssi e Ossâim representam as formas mais arcaicas de sobrevivência, a apologia da caça em detrimento da agricultura, a apologia da magia e do ocultismo em detrimento da ciência.
Ao mesmo tempo, Oxóssi está mitologicamente muito próximo de Ogum, como conciliando o novo e o velho, as novas atividades com as tradicionais. Na Umbanda, recebe o título de Rei das Matas, sendo à ele consagrada a cor verde. Já no Candomblé, a cor verde é consagrada a Ossâim por sua proximidade com as folhas, ficando o azul para Oxóssi, um azul pouco mais vivo e claro que o de Ogum, numa transição cromática.
Outro dado que identifica e aproxima Oxóssi de Ogum, é o fato de ambos representarem atividades e possuírem temperamentos próprios de uma mesma faixa etária, a juventude (mas não a adolescência, pois são mitos adultos, viris), onde a energia se expressa fisicamente.
Assim como o irmão ligado à guerra, Oxóssi é um Orixá que vive ao ar livre e está sempre longe de um lar organizado e estável. Seu combate cotidiano, entretanto, está nas matas, caçando os animais que vão garantir a alimentação da tribo, sendo por isso consagrado como protetor dos caçadores e eterno provedor da subsistência do gênero humano. Protege tanto o que mata o animal como o próprio animal, já que é um fim nobre a morte de um ser para servir de alimento para outro. Protege os antagonistas, o caçador, e a caça, pois são seres do mesmo espaço, a floresta. Por isso Oxóssi nunca aprova a matança pura e simples, para ele a morte dos animais deve garantir a comida para os humanos ou os rituais para os deuses, sendo símbolo de resistência à caça predatória. O conceito de liberdade e independência para Oxóssi é muito claro. Sua responsabilidade principal com relação ao mundo é garantir a vida dos animais para que possam ser caçados. Em alguns cultos de Umbanda, também se atribui à ele o poder sobre as colheitas, já que agricultura foi introduzida historicamente depois da caça como meio de subsistência.
Segundo Pierre Verger, o culto a Oxóssi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxóssi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos. Seus símbolos são ligados à caça: no Candomblé, possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxóssi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio. Seu objeto básico é o arco e a flecha, o ofá e o damatá.
Oxóssi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.
CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXÓSSI
O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para ele plantar, apenas recolhe o que pode ser imediatamente consumido, a caça.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxóssi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá.
Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.
Os filhos de Oxóssi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Os filhos de Oxóssi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxóssi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxóssi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá (ajuntó). São pessoas tipicamente extrovertidas, gostando de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, afim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador. Assim os filhos de Oxóssi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá.
Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir. Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.
Os filhos de Oxóssi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Os filhos de Oxóssi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxóssi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam. Os filhos de Oxóssi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá (ajuntó). São pessoas tipicamente extrovertidas, gostando de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.
Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi apresentam-se três tipos de Entidades, a saber:
1) Caboclo do mato.
2) Caboclo de rio.
3) Curumim (filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chacra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore).
Seus pontos riscados geralmente contêm arcos e flechas.
Oxóssi é o senhor absoluto das florestas, prados e cerrados, matas e campos, onde floresce e reverdece a natureza fecunda, pulmões plenos de terra que tem a virtude de trazer o alimento vital, produto que é da seara: oxigênio puro do ar, além de todos os gases do cosmo.
Frutos sazonados, ervas, folhas, raízes curadoras estão afetas aos Orixá, que assim, fornece a base de todos os medicamentos para a humanidade enferma.
Seu reino estende-se por todo o orbe terráqueo e tem a colaboração eficiente do seu irmão Ossãe.
Os habitantes da mata têm em Oxossi o seu natural defensor, por que dele emana amor, vitalidade e harmonia. Nenhum Orixá é tão desprendido nas suas ações que têm, como resultante o retemperar das energias perdidas, emprestando novos anseios de vida e ideal.
Depois de Ogun, Oxossi é o mais popular e simpático dos Orixás. Sua vibração nos terreiros é acompanhada de manifestações de carinho, sabendo ainda que os “caboclos”, “boiadeiros” e outros espíritos simples da mesma plaina são diretamente protegidos pelo formoso Orixá.
Embora senhor de toda fauna e flora planetária, consignamos algumas ervas, frutos e bebidas de agrado do Orixá: acácia, arruda, amoreira (folhas), abre caminho, gengibre, guiné-caboclo, jureminha, coco, espigas de milho cozidos com aluá, garapas,vinhos doces, gingibirra e outras bebidas de preferência fermentadas e licores de frutos vários.
Seus cânticos são brejeiros, mas de grande profundidade esotérica, sem contar com a maviosidade fagueira do ritmo.
“Eu vi chover,Eu vi relampear,Mas mesmo assimO céu estava azul.Samborê pemba,Na folha da juremaOxossi é dono do Maracajá”.
Neste lindo cântico, observamos a maravilhosa ordem do cosmos em benefício do planeta Terra:
“É Zambi quem governa o mundo,Só Zambi pode governar,É Ele quem ilumina as estrelas,Que clareia OxossiLá no Juremá”.
Suas oferendas podem ser opostas no meio da mata, debaixo de frondosas árvores, atapetadas de folhas. Elemento: Ar. Convive com o irmão Ossãe no 4º Raio, que é guardador de seus domínios. O Exu guardião é o Exu Sete capas e sua facção, incluindo elementais de diversas gamas. Festeja-se esse Orixá e seu par por todo mês de janeiro. Sua insígnia é o arco e a flecha.
Oxossi é o vivificador das humanidades. Mercúrio é o seu planeta. Seu dia quarta-feira. Cor verde para as “guias” (colares), roupas, toalhas, enfeites e etc.
É naturalmente donde todos os frutos, ervas e flores e de toda a vida existente nas florestas, campos, matas e adjacências.
Saudação: “Okê arou ! Okê arou”! Okê arou !” ( do Yorubá: okê – monte. Arô – Título horroroso dado aos caçadores) “Salve o maior, o mais alto dos caçadores !” ou “Salve o grande caçador!”, juntando-se palmas e assovios, num brado alegre.
Frutos sazonados, ervas, folhas, raízes curadoras estão afetas aos Orixá, que assim, fornece a base de todos os medicamentos para a humanidade enferma.
Seu reino estende-se por todo o orbe terráqueo e tem a colaboração eficiente do seu irmão Ossãe.
Os habitantes da mata têm em Oxossi o seu natural defensor, por que dele emana amor, vitalidade e harmonia. Nenhum Orixá é tão desprendido nas suas ações que têm, como resultante o retemperar das energias perdidas, emprestando novos anseios de vida e ideal.
Depois de Ogun, Oxossi é o mais popular e simpático dos Orixás. Sua vibração nos terreiros é acompanhada de manifestações de carinho, sabendo ainda que os “caboclos”, “boiadeiros” e outros espíritos simples da mesma plaina são diretamente protegidos pelo formoso Orixá.
Embora senhor de toda fauna e flora planetária, consignamos algumas ervas, frutos e bebidas de agrado do Orixá: acácia, arruda, amoreira (folhas), abre caminho, gengibre, guiné-caboclo, jureminha, coco, espigas de milho cozidos com aluá, garapas,vinhos doces, gingibirra e outras bebidas de preferência fermentadas e licores de frutos vários.
Seus cânticos são brejeiros, mas de grande profundidade esotérica, sem contar com a maviosidade fagueira do ritmo.
“Eu vi chover,Eu vi relampear,Mas mesmo assimO céu estava azul.Samborê pemba,Na folha da juremaOxossi é dono do Maracajá”.
Neste lindo cântico, observamos a maravilhosa ordem do cosmos em benefício do planeta Terra:
“É Zambi quem governa o mundo,Só Zambi pode governar,É Ele quem ilumina as estrelas,Que clareia OxossiLá no Juremá”.
Suas oferendas podem ser opostas no meio da mata, debaixo de frondosas árvores, atapetadas de folhas. Elemento: Ar. Convive com o irmão Ossãe no 4º Raio, que é guardador de seus domínios. O Exu guardião é o Exu Sete capas e sua facção, incluindo elementais de diversas gamas. Festeja-se esse Orixá e seu par por todo mês de janeiro. Sua insígnia é o arco e a flecha.
Oxossi é o vivificador das humanidades. Mercúrio é o seu planeta. Seu dia quarta-feira. Cor verde para as “guias” (colares), roupas, toalhas, enfeites e etc.
É naturalmente donde todos os frutos, ervas e flores e de toda a vida existente nas florestas, campos, matas e adjacências.
Saudação: “Okê arou ! Okê arou”! Okê arou !” ( do Yorubá: okê – monte. Arô – Título horroroso dado aos caçadores) “Salve o maior, o mais alto dos caçadores !” ou “Salve o grande caçador!”, juntando-se palmas e assovios, num brado alegre.
O Deus dos caçadores seria irmão mais moço de Ogum e filho de Yemanjá. Seu culto é muito popular no Brasil e em Cuba, mas está praticamente extinto na áfrica. A explicação pode estar no fato de acidade de Ketu ter sido dizimada no século passado. Por esta razão, no Brasil se confunde esta divindde com Odé.
Oxóssi ou Odé foi rei de Ketu. Sua origem lendária conta que durante os festejos da colheita de Inhame , no palácio real de Olofin, em Ifé, este havia esquecido das oferendas às feiticeiras (Yammis Oxorongá). Por vingança, elas mandaram ao palácio um imenso pássaro que planou sobre a multidão e pousou no telhado do palácio. Desesperado, Olofin convocou quatro Oxos(caçadores), mas só o último deles, Oxotakanxoxo("O atirador de uma única flecha") conseguiu matar o animal e passou a chamar-se Oxóssi, o caçador amado pelo povo.
Oxóssi ou Odé foi rei de Ketu. Sua origem lendária conta que durante os festejos da colheita de Inhame , no palácio real de Olofin, em Ifé, este havia esquecido das oferendas às feiticeiras (Yammis Oxorongá). Por vingança, elas mandaram ao palácio um imenso pássaro que planou sobre a multidão e pousou no telhado do palácio. Desesperado, Olofin convocou quatro Oxos(caçadores), mas só o último deles, Oxotakanxoxo("O atirador de uma única flecha") conseguiu matar o animal e passou a chamar-se Oxóssi, o caçador amado pelo povo.
Sobre a sensibilidade dos animais
Percepção nos Animais
"Os irracionais não possuem faculdades mediúnicas propriamente ditas. Contudo, têm percepções embrionárias".
Emmanuel
Os animais têm alma?
Sim, sem os múltiplos atributos da alma humana, enriquecida com as experiências milenares adquiridas, durante sucessivas reencarnações.
A sensibilidade dos animais provém da existência de uma alma rudimentar. Eles têm sentimentos, diferentes aos dos seres humanos, têm percepções além da matéria.
Como nós, eles nascem, alimentam-se, dormem, procriam, amam, agridem, morrem.
Afetividade e carinho, ternura e solidariedade são expressões muito comuns entre os nossos irmãos inferiores, sob o ponto de vista de evolução. Muitas vezes com mais intensidade que nos seres humanos.
... "É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinada pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais"."O Livro dos Médiuns".
Os Amigos Espirituais definem a mediunidade como percepção. E os animais a possuem em alto grau. Isso não quer dizer, que os Espíritos possam "dar comunicações" por intermédio dos animais.
Manifestações de ordem sentimental, psíquica, são comuns entre os animais.
Os fatos, que valem muito mais do que argumentos, falam, por si mesmos, dessa realidade: os animais têm alma e revelam percepções. Percepções que, poderemos dizer são espirituais, ou mediúnicas.
(Adaptado do livro “Mediunidade e Evolução”, de Martins Peralva)
Agora vou explicar o motivo deste texto.
Já tinha lido algo sobre a sensibilidade dos cães e já tinha visto alguns eventos antes, mas não como esse.
Na reunião de sábado, os "garotos" lá de casa estavam agitados desde à tarde quando cheguei, até traquinagens aprontaram.
À noite, durante a reunião, Faruk, ouviu barulhos bem longe e quis se abrigar dentro do Centrinho. Como o guia permitiu, também não fui contra.
Xerife, o mais danado, também quis ficar, mas continuava agitado. Até avançou e me mordeu no braço. Mas eu sabia que tinha algo errado com eles.
O guia que estava presente atendendo o consulente viu porque os cães estavam agitados daquela forma. Um espírito inferior, estava rondando a casa e um dos consulentes, mas graças à Deus, e aos guias nada demais aconteceu.
Na reunião de Doutrinação de ontem (13/01), estava completamente diferente o clima.
Os "garotos" estavam tranqüilos e Xerife ficou quase toda a reunião quietinho, dormindo debaixo de um dos bancos.
Foi aí que me lembrei de Vovô e do quanto ele gostava do cheirinho daqueles defumadores. Tínhamos certeza de que ele estava lá, pra acalmar o Xerife.
A reunião ocorreu tranquilamente na santa paz de Deus.
"Os irracionais não possuem faculdades mediúnicas propriamente ditas. Contudo, têm percepções embrionárias".
Emmanuel
Os animais têm alma?
Sim, sem os múltiplos atributos da alma humana, enriquecida com as experiências milenares adquiridas, durante sucessivas reencarnações.
A sensibilidade dos animais provém da existência de uma alma rudimentar. Eles têm sentimentos, diferentes aos dos seres humanos, têm percepções além da matéria.
Como nós, eles nascem, alimentam-se, dormem, procriam, amam, agridem, morrem.
Afetividade e carinho, ternura e solidariedade são expressões muito comuns entre os nossos irmãos inferiores, sob o ponto de vista de evolução. Muitas vezes com mais intensidade que nos seres humanos.
... "É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinada pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais"."O Livro dos Médiuns".
Os Amigos Espirituais definem a mediunidade como percepção. E os animais a possuem em alto grau. Isso não quer dizer, que os Espíritos possam "dar comunicações" por intermédio dos animais.
Manifestações de ordem sentimental, psíquica, são comuns entre os animais.
Os fatos, que valem muito mais do que argumentos, falam, por si mesmos, dessa realidade: os animais têm alma e revelam percepções. Percepções que, poderemos dizer são espirituais, ou mediúnicas.
(Adaptado do livro “Mediunidade e Evolução”, de Martins Peralva)
Agora vou explicar o motivo deste texto.
Já tinha lido algo sobre a sensibilidade dos cães e já tinha visto alguns eventos antes, mas não como esse.
Na reunião de sábado, os "garotos" lá de casa estavam agitados desde à tarde quando cheguei, até traquinagens aprontaram.
À noite, durante a reunião, Faruk, ouviu barulhos bem longe e quis se abrigar dentro do Centrinho. Como o guia permitiu, também não fui contra.
Xerife, o mais danado, também quis ficar, mas continuava agitado. Até avançou e me mordeu no braço. Mas eu sabia que tinha algo errado com eles.
O guia que estava presente atendendo o consulente viu porque os cães estavam agitados daquela forma. Um espírito inferior, estava rondando a casa e um dos consulentes, mas graças à Deus, e aos guias nada demais aconteceu.
Na reunião de Doutrinação de ontem (13/01), estava completamente diferente o clima.
Os "garotos" estavam tranqüilos e Xerife ficou quase toda a reunião quietinho, dormindo debaixo de um dos bancos.
Foi aí que me lembrei de Vovô e do quanto ele gostava do cheirinho daqueles defumadores. Tínhamos certeza de que ele estava lá, pra acalmar o Xerife.
A reunião ocorreu tranquilamente na santa paz de Deus.
1ª Reunião de Doutrinação de 2008
Ontem, dia 13 de janeiro houve a primeira Reunião de Doutrinação deste ano. Essas reuniões são destinadas a ler e estudar o Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardeck, dentre outros livros da doutrina espírita, uma das linhas nas quais se baseiam a nossa Umbanda querida.
Prepararam a mesa com toalha branca, uma taça com água e uma vela branca, como ocorre na maioria dos centros espíritas. O diferencial foi o defumador, pra purificar o ambiente.
Foi escolhido o Capítulo 11 - Amar o próximo como a si mesmo. (Fiz questão de reproduzi-lo integralmente a parte que foi discutida)
O mandamento maior. Fazermos aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Parábola dos credores e dos devedores
1. Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: - “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” - Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
2. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.) Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)
3. O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. - Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. - Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. - O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. - Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulálo, dizia: “Paga o que me deves.” - O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Mas o outro não quis
escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia. Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. - Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. - Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia. É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)
Foi uma reunião muito enriquecedora e tranquila, tínhamos a certeza de estarmos bem acompanhados e protegidos.
Prepararam a mesa com toalha branca, uma taça com água e uma vela branca, como ocorre na maioria dos centros espíritas. O diferencial foi o defumador, pra purificar o ambiente.
Foi escolhido o Capítulo 11 - Amar o próximo como a si mesmo. (Fiz questão de reproduzi-lo integralmente a parte que foi discutida)
O mandamento maior. Fazermos aos outros o que queiramos que os outros nos façam. Parábola dos credores e dos devedores
1. Os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca dos saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, para o tentar, propôs-lhe esta questão: - “Mestre, qual o mandamento maior da lei?” - Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
2. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.) Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (S. LUCAS, cap. VI, v. 31.)
3. O reino dos céus é comparável a um rei que quis tomar contas aos seus servidores. - Tendo começado a fazê-lo, apresentaram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. - Mas, como não tinha meios de os pagar, mandou seu senhor que o vendessem a ele, sua mulher, seus filhos e tudo o que lhe pertencesse, para pagamento da dívida. - O servidor, lançando-se-lhe aos pés, o conjurava, dizendo: “Senhor, tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Então, o senhor, tocado de compaixão, deixou-o ir e lhe perdoou a dívida. - Esse servidor, porém, ao sair, encontrando um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, o segurou pela goela e, quase a estrangulálo, dizia: “Paga o que me deves.” - O companheiro, lançando-se aos pés, o conjurava, dizendo: “Tem um pouco de paciência e eu te pagarei tudo.” - Mas o outro não quis
escutá-lo; foi-se e o mandou prender, par tê-lo preso até pagar o que lhe devia. Os outros servidores, seus companheiros, vendo o que se passava, foram, extremamente aflitos, e informaram o senhor de tudo o que acontecera. - Então, o senhor, tendo mandado vir à sua presença aquele servidor, lhe disse: “Mau servo, eu te havia perdoado tudo o que me devias, porque mo pediste. - Não estavas desde então no dever de também ter piedade do teu companheiro, como eu tivera de ti?” E o senhor, tomado de cólera, o entregou aos verdugos, para que o tivessem, até que ele pagasse tudo o que devia. É assim que meu Pai, que está no céu, vos tratará, se não perdoardes, do fundo do coração, as faltas que vossos irmãos houverem cometido contra cada um de vós. (S. MATEUS, cap. XVIII, vv. 23 a 35.)
Foi uma reunião muito enriquecedora e tranquila, tínhamos a certeza de estarmos bem acompanhados e protegidos.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Dia 3 de janeiro
Amanhã faz um ano que O Centrinho começou a funcionar oficialmente num espaço reservado e destinado àqueles que desejam compartilhar a caridade e cumprir a sua missão. Digo oficialmente, já que ele funcionava antes na casa de um grande amigo, que abriu suas portas e recebeu a todos os necessitados.
Parece que foi ontem, já que todos temos ainda a sensação de estarmos engatinhando nos preceitos do nosso Mestre e Guia Jesus com a ajuda dos orixás, guias e chefes de falanges.
Que o nosso fardo seja leve e tenhamos sempre alegria em compartilhar os ensinamentos recebidos por todas as entidades que ali chegam para prestar a caridade.
Parece que foi ontem, já que todos temos ainda a sensação de estarmos engatinhando nos preceitos do nosso Mestre e Guia Jesus com a ajuda dos orixás, guias e chefes de falanges.
Que o nosso fardo seja leve e tenhamos sempre alegria em compartilhar os ensinamentos recebidos por todas as entidades que ali chegam para prestar a caridade.
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